IV. Educaç
Anotacoes
IV. Educação Literária 5. Considerações finais do poeta [est. 133-135] O poeta intervĂ©m, condenando a crueldade do ato e o uso indigno da espada, manifestando o desejo de que aquele dia seja apagado da HistĂłria. A natureza solidariza-se, chora a morte de InĂŞs e as suas lágrimas dĂŁo origem Ă Fonte dos Amores. Nota: O episĂłdio diz-se trágico-lĂrico porque contempla os momentos tĂpicos de uma tragĂ©dia clássica e porque o poeta expressa os seus sentimentos ao comentar os factos narrados e ao condená-los explicitamente. Ele questiona a sua moralidade atravĂ©s de perguntas restritas, atribui responsabilidades, sublinha, por meio de comparações e adjetivações, a oposição entre a fragilidade e delicadeza de InĂŞs e a dura crueldade dos carrascos. Critica, ainda, a ferocidade do povo, indignando-se e repudiando o caso. * “Bem puderas, Ăł Sol, da vista destes, / Teus teus apartar aquele dia” [est. 133, vv. 1-2] * “As filhas do Mondego a morte escura, / Longo tempo chorando memoraram, / E, por memĂłria eterna, em fonte pura, / As lágrimas choradas transformaram” [est. 135, vv. 1-4] * “Que furor consentiu que a espada fina, / Que pĂ´de sustentar o grande peso, / Do furor Mauro, fosse alevantada,...
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