Autonomia
Anotacoes
Autonomia e heteronomia O Imperativo Categórico é a lei moral fundamental. Mas quem será o legislador desta lei? Será Deus, por exemplo? Kant defende que não. A lei moral não nos é imposta de fora, por uma autoridade exterior que se impõe à nossa vontade. Na verdade, os legisladores da lei moral somos nós mesmos, agentes racionais. O Imperativo Categórico é, assim, uma lei que deriva da nossa própria vontade. Kant exprime esta ideia dizendo que a lei moral resulta da nossa autonomia, isto é, da nossa capacidade de nos determinarmos a nós mesmos. A autonomia (auto = por si mesmo) opõe-se à heteronomia (hétero = por outro). Quem concebe a lei moral como heterónoma comete o erro, segundo Kant, de julgar que os deveres morais são imposições exteriores à nossa própria racionalidade. Consideremos, por exemplo, o dever de não enganar os outros. Não temos este dever porque Deus ou a sociedade determinem que é errado enganar os outros. O fundamento deste dever, e de todas as nossas outras obrigações, reside no Imperativo Categórico, que é um princípio que vamos buscar à nossa própria razão. Quando agimos moralmente, agimos autonomamente. Quando agimos moralmente, não estamos a ser obrigados...
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