Introdução à obra Mensagem: contexto, estrutura e orientações de estudo

Quais ações de Deus transformam o sujeito poético no poema?

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Anotacoes

Leia o poema e as notas. # PARTE B ## D. FERNANDO, INFANTE DE PORTUGAL¹ Deu-me Deus o seu gládio², por que eu faça A sua santa guerra. Sagrou-me seu³ em honra e em desgraça, Às horas em que um frio vento passa 5 Por sobre a fria terra. Pôs-me as mãos sobre os ombros e doirou-me A fronte⁴ com o olhar; E esta febre de Além, que me consome, E este querer grandeza são seu nome 10 Dentro em mim a vibrar. E eu vou, e a luz do gládio erguido dá Em minha face calma. Cheio de Deus, não temo o que virá, Pois, venha o que vier, nunca será 15 Maior do que a minha alma. Fernando Pessoa, Mensagem e Outros Poemas Sobre Portugal, volume 6a. Fernando Cabral Martins e Richard Zenith, Lisboa, Assírio & Abem, 2016, p. 30. ## NOTAS 1. D. Fernando, Infante de Portugal – D. Fernando (1402-1443), irmão do rei D. Duarte. 2. gládio – espada curta, de dois gumes. 3. Sagrou-me seu – Escolheu-me. 4. fronte – testa. * 4. Explique em que medida as ações de Deus transformam o sujeito poético num instrumento da vontade divina. Na sua resposta, comece por indicar as ações de Deus. * 5. Releia os versos de 8 a 15. Descreva, com base em dois aspetos pertinentes, o estado de espírito do sujeito poético face à vont...

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