O poema “N
Qual atitude do sujeito poético é refletida na frase 'Não há que fazer nada'?
Anotacoes
O poema “Na véspera de não partir nunca” de Álvaro de Campos, reflete uma atitude apática e abúlica do sujeito poético. Em primeiro lugar, Álvaro de Campos ao afirmar que “Ao menos não há que arrumar nada” (v.2) e “Nem que fazer planos em papel” (v.3), mostra que se sente livre de compromissos. A apatia do “eu” lírico manifesta-se na ausência de desejo ou interesse em agir, evidenciada pela aceitação da inação: “Não há que fazer nada” (v.6). Em segundo lugar, a abulia é expressa na rejeição de qualquer esforço, reforçando a ideia de ter chegado “deliberadamente a nada” (v.11). Em suma, a atitude apática e abúlica concretiza-se através da recusa da ação e da exaltação da passividade, reforçando uma visão desmotivada e cansada da existência. ⸻ 2. A repetição da forma verbal “dormir” nos últimos versos do poema assume um valor expressivo relevante no contexto global do texto. Por um lado, a repetição da palavra “dormir” reforça a ideia de passividade, funcionando como um apelo ao descanso e à suspensão da consciência, associada à atitude apática do sujeito poético. Por outro lado, a repetição é seguida pela urgência “É pouco o tempo que tens!Dormita” (v.14), suger...
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